RESSURREIÇÃO OU REENCARNAÇÃO?



Por: Priscila Gonçalves


No dicionário, a palavra ressurreição aparece como substantivo feminino, indicando volta à vida, ou, ação de retornar da morte.


A palavra reencarnação por outro lado, aparece como sendo o ato de uma nova encarnação, ação de encarnar.


Essas duas expressões podem confundir facilmente devido seus significados semelhantes na etimologia da palavra, mas os seus significados reais, em termos de ação, são bem distintos e agora vamos entender o porquê.


A ressurreição ficou conhecida pelo retorno de Cristo à sua própria carne após três dias de sua morte, quando Ele se materializou perante seus apóstolos.


“Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado.

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura!” - Marcos 16:14,15

Em O Livro dos Espíritos, a Espiritualidade é questionada sobre o dogma da ressurreição, onde se pergunta na questão 1010 – O dogma da ressurreição da carne é a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos?

- Como quereis que o seja de outro modo? Essas palavras, como tantas outras, não parecem insensatas aos olhos de certas pessoas, senão porque as tomam ao pé da letra. Por isso, conduzem à incredulidade. Mas dai-lhes uma interpretação lógica, e aqueles que chamais livres-pensadores as admitirão sem dificuldade, precisamente porque eles refletem; porque não vos enganeis, esses livres pensadores não desejam mais do que crer. Eles têm, como os outros, talvez mais que os outros, sede do futuro, mas não podem admitir o que é contestado pela ciência. A doutrina da pluralidade das existências está conforme a justiça de Deus. Só ela pode explicar o que, sem ela, é inexplicável. Como quereríeis que o princípio não estivesse na própria religião?


Mas, como seria possível um espírito retornar à mesma carne, que por exemplo, foi carbonizada?


A ressurreição é o retorno do espírito na mesma carne, o que é cientificamente impossível. Ainda em O Livro dos Espíritos, há uma explicação plausível suficientemente que, cientificamente, a ressurreição é impossível, pois nossos corpos são compostos químicos, de oxigênio, hidrogênio, carbono, dentre outros, e após o não funcionamento dos órgãos vitais, o natural é que estes elementos se decomponham, e se dispersem para a formação de novos compostos.


Segundo os dogmas religiosos, a ressurreição se dará apenas no fim dos tempos, ou, no dia do juízo final, não existindo a possibilidade de acontecer antes, uma ideia que é praticamente incompatível com a Justiça, vez que, não neste mundo crime hediondo, existência comprazida em mal que justifique uma eternidade de sofrimentos e castigo. Deus é amor e misericórdia, e é neste princípio que recebemos nossas sentenças, sempre de acordo com nosso grau evolutivo e necessidade individual.

Enquanto que, na Doutrina Espírita, o que antes era chamado de ressurreição ocorre todos os dias.

A reencarnação então explica que, o retorno acontece em um novo corpo carnal. Reencarnar é a possibilidade de uma nova chance, um novo começo, para resgatar nossos débitos, fazer melhor e diferente, evoluir, crescer e ajudar da forma que na vida anterior não o fizemos.


No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, temos uma clarificação sucinta desta ideia. No capítulo IV é exposto o seguinte:

“A REENCARNAÇÃO FORTALECE OS LAÇOS DE FAMÍLIA, AO PASSO QUE A UNICIDADE DA EXISTENCIA OS ROMPE.

18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói.

(...) Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre.

No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.”


Afeições verdadeiras, aquelas sem nenhuma intenção secundária e material escondida, são as que unem as almas entre si verdadeiramente. Nem só de resgates, provas e expiações vivemos enquanto encarnados. Somos privilegiados pelas companhias que nos acolhem durante os milênios, nossos amigos mais queridos, familiares, cônjuges a quem amamos profunda e incondicionalmente, os quais estamos dispostos a oferecer o que temos de melhor em nós.


Reencarnamos sempre com propósitos a serem cumpridos, e nem sempre conseguimos cumprir com tudo que propusemos a nós mesmos, para nossa evolução e melhoramento. Devemos lembrar que sempre estamos bem acompanhados por nossos amigos Espirituais, sendo orientados todo o tempo.


Confiando na Justiça, vamos seguindo nosso caminho, sempre na Luz.

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Referências:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 182. ed. [S. l.: s. n.], 1974.

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 182. ed. [S. l.: s. n.], 1974.

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