Saúde Emocional






Rafaela Paes

Nos dias de hoje muito se enaltece a saúde do corpo. Dietas, receitas milagrosas, abstenções alimentares, exercícios físicos. O que muito se esquece é que o corpo é mais do que apenas alimentação e estética. Nosso cérebro demanda cuidado, e não só para que o alimentemos de conhecimentos técnicos e profissionais. Pouco se fala é de inteligência emocional.


De acordo com o Psicólogo americano Daniel Goleman, “um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade”. E isso, meus amigos, em nada se relaciona com inteligência acadêmica. De acordo com o Livro Inteligência Emocional, escrito pelo autor acima:


“A inteligência acadêmica pouco tem a ver com a vida emocional. Os mais brilhantes entre nós podem afundar nos recifes de paixões desenfreadas e impulsos desgovernados; pessoas com altos níveis de QI são às vezes pilotos incompetentes de suas vidas particulares”.


Ainda de acordo com o autor, a inteligência emocional pode ser dividida em cinco tipos de habilidades que o homem deve desenvolver em si mesmo.


1- Autoconhecimento emocional

O autoconhecimento é velho conhecido de todos nós que estudamos a Doutrina Espírita. Ele é a base da nossa companheira Reforma Íntima.


Qual o meio mais prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida, e resistir aos arrastamentos do mal? Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo (Questão 919 de O Livro dos Espíritos).


Quando desenvolvemos o nosso autoconhecimento, nos é possível um controle maior daquilo que em nós precisa ser aprimorado e, sabedores desses nossos tantos defeitos, deixaremos, instintivamente, de cobrar a perfeição dos outros. Ora, porque é incoerente que cobremos daqueles que nos cercam um atributo que nem nós mesmos possuímos.


Conhecendo as nossas “entrelinhas”, podemos almejar a melhoria e nós mesmos, lapidando aquilo que nos faz ruins, e melhorando ainda mais o que nos faz bons. Conhecer-se acaba por desenvolver a próxima habilidade: o controle emocional.


2- Controle emocional

Quantas vezes nos deixamos levar por sentimentos? Quantas vezes as raias de nossa irritação ultrapassam os motivos que a causaram? Frequentemente nos deixamos levar pela ira, pela cólera, pela injustiça, pelo desprezo, pelo orgulho, pelo egoísmo, pela vaidade.


Maus sentimentos são portas abertas à influência de Espíritos menos esclarecidos que se aproveitam de nossa vibração inferior para nos influenciar de forma maléfica, afetando a nós mesmos e aos outros.


Orgulho e egoísmo? Raízes de todos os males. Será que faz bem que contribuamos com todos os males que vemos ao nosso redor alimentando egrégoras tão doentias?


Controlar-se emocionalmente é aquele exercício diário e vigiar: pensamentos e ações. Ser emocionalmente estável possibilita que vejamos as situações de forma mais clara e, como uma consequência óbvia, os problemas que se desenham a nossa frente, serão resolvidos com mais facilidade.


3- Automotivação

Somos seres que, quase que instintivamente, precisamos da aprovação dos outros. Entretanto, nem sempre essa aprovação vem, certo? Qual a consequência da ausência de aprovação? Desanimamos.

Entretanto, será que essa necessidade de aprovação não está mascarada pelas garras da vaidade? Frequentemente a realidade nos mostra que é ela quem nos domina.


E se passássemos a exercitar em nós a automotivação? Sim, estabelecermos metas pessoais, sem que outros saibam, e nos alegrando quando elas forem alcançadas!


Não somos seres feitos para viver em uma bolha, mas automotivar-se é uma importante arma que podemos fazer uso para melhorar nossa saúde emocional. Se o elogio vier de foram espontaneamente, ótimo! Se não vier, elogie-se a si mesmo por problemas resolvidos, metas alcançadas, defeitos vencidos. Sua saúde agradece!


4- Empatia

Ah, essa palavrinha que hoje em dia é muito falada e pouco exercitada.


Todos nós, em algum momento, em alguma situação, vestimos a toga de juízes do outro e proferimos a nossa sentença. Um exemplo disso pode ser a seguinte situação:


Vemos na televisão uma reportagem sobre um crime cometido. Imediatamente já dizemos: devia acontecer igual com ele, deve apodrecer na cadeia, e os mais diversos xingamentos, impropérios e resoluções.


O que nos esquecemos é que é muito mais útil orar por esse irmão, por mais difícil que seja para nós. Nos esquecemos que precisamos nos colocar no lugar do outro, afinal de contas, não sabemos o que fizemos e nem o que o futuro guarda para cada um de nós.


Não precisa ser nem em caso de crime! E o irmão que te pede um dinheiro na rua, e que automaticamente você nega, pois “vai saber, ele pode comprar bebida”. Ajude! A consciência de cada um é o seu próprio guia.

Coloque-se no lugar do outro. Isso impede injustiças e desestabilidade emocional.


5- Desenvolver relacionamentos interpessoais ou habilidades sociais

Kardec nos trouxe, em O Livro dos Espíritos, que somos seres sociais. “Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus não deu inutilmente ao homem a palavra e todas as outras faculdade necessárias à vida de relação” (Questão 766 de O Livro dos Espíritos)


E nesse sentido, em nota à questão 768, Kardec adiciona de forma muito elucidativa: “Nenhum homem tem as faculdades completas. Pela união social, eles se completam uns pelos outros para assegurar seu bem estar e progredir. Por isso, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados”.


Tendo em vista tais pontos, André Luiz, no capítulo 3 do Livro Evolução em Dois Mundos, por intermédio de Chico Xavier, explica:


“A inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço… tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação em que mecaniza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva imunológica”.


Já Emmanuel, também pelo médium Chico Xavier, no capítulo 15 do livro Pensamento e Vida, ensina:

“A cólera e o desespero, a crueldade e a intemperança criam zonas mórbidas de natureza particular no cosmo orgânico (corpo físico), impondo às células a distonia pela qual se anulam quase todos os recursos de defesa, abrindo-se leira fértil à cultura de micróbios patogênicos nos órgãos menos habilitados à resistência. Todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação. Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços. Os reflexos dos sentimentos menos dignos que alimentamos voltam-se sobre nós mesmos, depois de convertidos em ondas mentais, tumultuando o serviço das células nervosas que, instaladas na pele, nas vísceras, na medula e no tronco cerebral, desempenham as mais avançadas funções técnicas. Não nos esqueçamos, assim, de que apenas o sentimento reto pode esboçar o reto pensamento, sem os quais a alma adoece pela carência de equilíbrio interior, imprimindo no aparelho somático (corpo físico) os desvarios e as perturbações que lhe são consequentes”.


Ainda Emmanuel, no capítulo 28 do mesmo livro, nos deixa o seguinte ensinamento:

“Os processos de elaboração da vida mental guardam positiva influência sobre todas as doenças. Toda emoção violenta sobre o corpo é semelhante à martelada forte sobre a engrenagem de máquina sensível, e toda aflição amimalhada é como ferrugem destruidora, prejudicando-lhe o funcionamento. Guardemos, assim, compreensão e paciência, bondade infatigável e tolerância construtiva em todos os passos da senda, porque somente ao preço de nossa incessante renovação mental para o bem, com o apoio do estudo nobre e do serviço constante, é que superaremos o domínio da enfermidade, aproveitando os dons do Senhor e evitando os reflexos letais que se fazem acompanhar do suicídio indireto”.


Sendo assim, que tal buscarmos desenvolver também essa inteligência? Faremos bem ao outro, mas conforme aprendido, faremos o bem por nós mesmos também! Boa caminhada a todos nós.

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