Ser Cristão



Por: Maria Thereza

Quando questionam as pessoas umas às outras, qual sua religião, muitos respondem simplesmente: sou cristão!


Mas afinal, o que é ser cristão?


Antes de entendermos o que é ser cristão, precisamos entender quem foi Jesus Cristo.

Em breve síntese, Jesus Cristo foi aquele que veio para esclarecer as leis divinas que já estavam estabelecidas entre nós e previamente proclamadas a Moisés no Monte Sinai, conforme amplamente divulgado no Evangelho Segundo o Espiritismo e pela maioria das religiões cristãs.


À época de Moisés, ante o grau de evolução da humanidade, as pessoas não é eram capazes de entender e/ou aplicar tais regras com precisão e, assim sendo, os mandamentos foram adaptados aos costumes e caráter de um povo.


A fim de se fazer cumprir as leis de Deus e adaptá-las ao novo grau evolutivo da humanidade, que naturalmente se desenvolveu no decorrer do tempo, veio num momento histórico posterior Jesus, sintetizando os mandamentos anunciados por Moisés, naquele que é universal a quem se diz cristão em qualquer de suas vertentes: “Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo” (Kardec, 2018, p. 30).


Apesar desta simplificação, Jesus ainda pregava outras lições em parábolas, para que os ouvintes e propagadores pudessem entender, disseminar e aplicar o conhecimento de modo mais prático, mas ainda assim, de acordo com os costumes e grau evolutivo que se encontrava a humanidade naquela época. Isso porque, ainda era necessário o avanço da ciência, para que as leis divinas mais uma vez pudessem ser explicitadas através da Terceira Revelação prometida num momento futuro, que para esta doutrina é o próprio Espiritismo.

Assim, nitidamente foram destaques na trajetória de Jesus o papel esclarecedor das leis divinas, o poder diretivo para orientar as pessoas no caminho do bem e a demonstração da aplicabilidade dos mandamentos para se fazerem cumpridos. Não por acaso, Jesus é indicado pelo Espiritismo como o diretor do planeta Terra.


Interpretações diversas acerca de reencarnação, arrebatamento, santos, rituais etc. ainda devem existir por muito tempo, afinal, cada espírito que se encontra encarnado está em um grau evolutivo, tem sua própria capacidade de entendimento, criação dentro de uma sociedade e contexto.


Veja, no Brasil mesmo, desde a época da escravidão há séculos se arrasta o preconceito com relação às religiões principalmente de origem africana até a atualidade, por que seria diferente daqui para frente?


Assim, apenas com o decorrer do tempo, passo a passo, as pessoas vão evoluir, como tudo na natureza precisa passar por estágios até atingir uma maturidade, para deixar de lado a intolerância religiosa. Todavia, certo é que todos devem respeitar e, sempre que possível, apoiar, sem exceção o livre-arbítrio do próximo para acreditar e praticar a sua fé começando o quanto antes, porquanto o mandamento já foi determinado: : “Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo” (Kardec, 2018, p. 30).


Apesar das diversas vertentes que o Cristianismo possui, a lei de amor à Deus e ao próximo é universal a todas elas, porquanto em qualquer religião cristã, o preceito é fundamental, variando os desdobramentos desta acerca de algumas peculiaridades como acima transcrito.


Assim, ser cristão, implica em conhecer o ensinamento de Jesus e aplicá-lo, simples assim!

No entanto, demérito nenhum existe àquele que conhece a palavra, se diz Cristão, mas não o aplica na íntegra para praticar dentro de uma sociedade atividades em prol do próximo por motivos diversos, como também demérito nenhum há naquele que se diz ateu, porém contrariamente realiza obras em auxílio ao próximo necessitado. Repete-se que cada um tem o livre-arbítrio para crer e praticar o que melhor lhe convém de acordo com o seu entendimento e grau evolutivo, se auto denominando cristão ou não, devendo o ser cristão compreender e respeitar o próximo, em cumprimento à lei e amor à Deus.


Em tempos difíceis como os atuais, acreditar na existência de Deus ou não, mas amar o próximo como a si mesmo, inclusive respeitando o seu livre arbítrio, é um avanço moral que deve ser preservado independente da classificação “ser cristão”, tendo em vista à acessibilidade às tentações mundanas, como excesso de álcool, drogas, promiscuidade, inclusive facilitadas pela utilização da tecnologia para provocar inveja, intriga e violência que apenas aumentam, que intolerância religiosa ainda é um assunto que, apesar de não menos importante, pelo menos é conhecido há anos e sabemos como combater: cumprindo o mandamento maior do cristão de amor ao próximo.


Pois no final, todos querem ser respeitados na sua individualidade, tal como Deus nos fez, únicos, porém à sua semelhança para pelo menos entender que todos temos um preceito, denominador diretivo comum que devemos caminhar certeiramente para um futuro melhor: o dever de amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo.


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Referências:

KARDEC, Allan; Tradução de Matheus Rodrigues Camargo. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 43ª reimp. São Paulo: Editora EME, 2018.

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