A morte dos animais de estimação
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Por: Guilherme Carvalho
Encontramo-la vagando pelo mundo desde tempos imemoriais, ceifando vidas na personalização de um esqueleto de capuz preto que a tudo consome. Eis a morte, convidada indesejada em todo lar humano, onde, na concepção transitória vem anular os laços afetivos que mantínhamos com os amores de todas as idades.
Com o advento da morte, para que se processe em nosso entendimento aquela perda, passamos, invariavelmente, pelo luto. Dividido em estágios pela emérita psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross, acercamo-nos da compreensão mais exata do que ocorre conosco ante a morte.
Os animais, neste sentido, pelos sentimentos que os devotamos, tornam-se verdadeiros companheiros e familiares, sagrados ao nosso afeto. Sua vida igualmente orgânica tem tempo de duração, na maioria das espécies que domesticamos, partem mais cedo para o Além-Vida.
Vazio, temporariamente se torna o nosso caminhar, como se nunca mais fosse ser preenchido, tamanha a veracidade do sentimento.
Na questão 600 d’O Livro dos Espíritos, Kardec perguntando aos Numes tutelares sobre as almas dos animais, obtém a seguinte resposta: “Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente; não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”
Devota-te de corpo e alma, a qualquer relação que se te apresente, não entoes cânticos aos animais, dilapidando os homens nem o contrário, vive em harmonia, formando do teu núcleo familiar, um paraíso que espelha a Divina Direção da tua vida. A irracionalidade que direcionas aos animais, vencerão eles, por meio da Lei do Progresso, percorrem esse caminho ajudando-o tu também.
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Referência:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. Campos dos Goytacazes/RJ: Editora Letra Espírita, 2022.




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