Um novo ano e uma rotina de espiritualidade
- Letra Espírita

- 5 de jan.
- 3 min de leitura

Por: Sthephannie Silva
Todo novo ano chega como uma página em branco, pronta para receber novos capítulos da nossa história; é o momento ideal para refletir sobre o que vivemos, o que aprendemos e, principalmente, sobre o que desejamos transformar em nós mesmos. Criar uma rotina voltada à espiritualidade é uma das formas mais bonitas de iniciar esse novo ciclo com propósito e consciência.
Estabelecer uma rotina espiritual não precisa ser algo rígido ou complicado, pode começar com pequenos gestos diários de conexão e gratidão. Ao acordar, por exemplo, dedicar alguns minutos para agradecer pela vida já muda nossa vibração; a prece, a meditação ou até mesmo um simples momento de silêncio ajudam a alinhar nossos pensamentos e a preparar nossa mente para agir com mais serenidade diante dos desafios.
A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades (KARDEC, 2023, p. 122, item 6).
Reservar um tempo para ler mensagens inspiradoras, trechos de livros espirituais ou textos que estimulem a reflexão contribui para a reforma íntima, esse processo tão essencial de autoconhecimento e melhoria moral, pois ao compreender melhor nossos sentimentos, pensamentos e atitudes, passamos a agir com mais empatia, paciência e compreensão.
A caridade também deve fazer parte dessa nova rotina: pequenos atos de bondade, como ouvir alguém com atenção, oferecer ajuda sem esperar retorno, ou simplesmente sorrir para quem cruza nosso caminho, têm um impacto espiritual profundo, nos aproximando da essência do amor ao próximo e nos fazendo perceber que somos instrumentos do bem no mundo.
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência (KARDEC, 2023, p. 123).
O novo ano é, portanto, uma Oportunidade Divina de recomeçar, abandonar hábitos, ressentimentos e pensamentos negativos, abrindo espaço para novas sementes de luz. Assim, nos comprometemos com a nossa própria evolução e com a paz que desejamos ver refletida no mundo.
O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a Lei de Justiça, de Amor e de Caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem (KARDEC, 2023, p. 211, item 3).
Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe ideias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou (KARDEC, 2023, p. 290, item 11).
Cada amanhecer é um convite a tentar novamente, com mais leveza e fé. Que a Espiritualidade nos guie para que sejamos luz onde há sombra, consolo onde há dor e esperança onde há desânimo, porque, ao melhorar a nós mesmos, ajudamos a transformar o mundo em um lugar mais justo, amoroso e cheio de paz.
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Referência:
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Campos dos Goytacazes/RJ: Editora Letra Espírita. 2023.




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