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Nós descobrimos o nosso propósito de vida ou o construímos?

Por: Guilherme Carvalho

 

Momentos há em nossa vida em que surge uma questão crucial para o desenvolvimento íntimo. Qual meu propósito? Ou ainda, qual a minha missão?

Angustiados uns, por não haverem se encontrado na vida que levam ou por estarem perdidos diante da infinidade de possibilidades a serem testadas, atestam lamentavelmente que não servem para nada e arrastam-se aos abismos profundos da inconformidade pessoal.

Outros, apressados no carreiro existencial, tomam o que primeiro lhes aparece pela frente, sempre como a mais pura expressão da verdade que possam devotar.

Em O Livro dos Espíritos, na questão 132, acerca dos tipos de reencarnações somos apresentados a três: expiações, provações e missões.

Todos, desde que são criados por Deus, têm por missão predestinada a felicidade plena realizada a medida que o Espírito evolui.

Dessa forma, se manifesta em nosso íntimo como algo que falta, um vazio, devendo ser preenchido com os Desígnios Divinos, atendendo aos apelos conscienciais e aos apelos de nossa família espiritual que não nos desampara.

Entretanto, uma missão ou um propósito de vida, não é algo simplesmente analítico, não é algo que se restrinja a um planejamento e execução, vem também do coração, do sentimento que externamos e da finalidade para a qual trabalhamos.

Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, na obra O Céu e o Inferno, traduz a consciência sadia que devemos ter perante os fatos que se nos apresentam:

 

À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida a sua missão terrena, aguarda-lhe o fim calmo, resignado e serenamente. A certeza que a vida futura dá-lhe outro curso às ideias, outro fito ao trabalho; antes dela nada que se não prenda ao presente; depois dela tudo pelo futuro sem desprezo do presente, porque sabe que aquele depende da boa ou má direção deste (KARDEC, 225, p. 14-15).

 

Assim sendo, projetemos o nosso futuro, cumprindo com as nossas missões, pelo presente, pelo hoje, bem fundamentado, e descobriremos sem demora que nossa destinação é a felicidade e o amor.

 

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Referências:

1- KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. Campos dos Goytacazes/RJ: Editora Letra Espírita. 2022.

2- KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Tradução de Manuel Quintão. Campos dos Goytacazes/RJ: Editora Letra Espírita. 2025.

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