Peixotinho



Por: Milena Araújo


Francisco Peixoto Lins, conhecido como Peixotinho, nasceu na cidade de Pacatuba, no estado do Ceará, em 1º de fevereiro de 1905, porém possui o registro de nascimento no ano de 1907 em mesma data. Filho de Miguel Peixoto Lins e Joana Alves Peixoto, é conhecido principalmente pelos efeitos físicos de materialização que realizava. Tem a sua vida mediúnica registrada em diversas publicações brasileiras e internacionais.


Devido ao precoce desencarne de seus pais, passou a infância sob os cuidados dos tios maternos, em Fortaleza. Foi matriculado e educado em um Seminário Católico, para futura formação eclesiástica, conforme a vontade de seus tios.


No Seminário, os questionamentos que fazia sobre os valores doutrinários pregados lhe renderam duras penas disciplinares como castigos e penitências. Duvidava da bondade Divina e até da existência de Deus, pois não compreendia as explicações que recebia e que justificavam a grande diferença social e o sofrimento do povo nordestino; questionava também o nascimento de pessoas com limitações físicas.


Aos 14 anos de idade, abandonou o Seminário para trabalhar nos seringais do Amazonas. Por lá enfrentou a solidão, a falta de recurso e os perigos do Eldorado do nordestino. Após dois anos, retorna para o Ceará e a partir de então sua extraordinária mediunidade começa a se manifesta de forma obsessiva.


Em casa, passa a travar lutas com espíritos sofredores e a vencê-los, pois era tomado de grande força física, apesar de sua aparência franzina. Tal situação o fez decidir por permanecer em casa por tempo integral. Certa vez, ficou mais de 20 horas em desprendimento do corpo, em pleno estado de catalepsia. Foi dado como morto e velado, chegando quase a ser sepultado vivo.


Após esse episódio, fora acometido por uma inexplicável paralisia nas pernas. Tratava-se de um grave processo obsessivo que durou aproximadamente seis meses. Por intermédio de um vizinho espírita e autorização da família, que era muito católica, recebeu o devido tratamento espiritual com aplicações de passes e preces, Evangelho no Lar, água fluidificada e leitura de romances espiritas e livros da Codificação. Em pouco tempo se viu livre da falsa enfermidade.


Desde então, começou a frequentar o Centro Espírita onde trabalhava Manuel Viana de Carvalho, exímio divulgador da Doutrina na época.


Em 1926, serviu na Fortaleza de Santa Cruz da Barra, estado do Rio de Janeiro após o alistamento no exército brasileiro. Transferido para Macaé, Peixotinho e amigos, inclusive já desencarnados, fundaram o Centro Espírita Pedro. Inicia-se a sua prática na Doutrina Espírita. Em 1933, na mesma cidade fluminense, casou-se com Benedita Vieira Peixoto, apelidada de "Baby", com quem teve muitos filhos.


Por ser militar, precisou ser transferido de cidade por muitas vezes. Onde quer que fixasse residência com a família, ali abria um novo posto de atendimento homeopático. Assim se deu em Imbituba­_ Santa Catarina, Rio de Janeiro, Santos e Campos dos Goitacazes.

De Imbituba para novamente o Rio de Janeiro, reencontrou o confrade Antônio Alves Ferreira, antigo integrante do Grupo Espírita Pedro, agora morador do Rio de Janeiro. Com as reuniões semanais e cultos domésticos na casa do amigo, fundou o Grupo Espírita André Luiz, junto à Jacques Aboab e Amadeu Santos. O centro funcionava provisoriamente na Rua Moncorvo Filho, 27, onde pela ação da sua ostensiva mediunidade, aconteciam as sessões de materializações.


Em 1948, foi transferido para Santos e frequentou o Centro Espírita Ismênia de Jesus. No mesmo ano, conheceu o médium Francisco Candido Xavier com quem se encontrou diversas vezes para sessões de materializações e curas, em Pedro Leopoldo. Chico autenticou os registros fotográficos das materializações realizadas.


Dentre dos fenômenos intermediado por Peixotinho, houve o de psicografar, pela mão direita mensagem científica e pela mão esquerda, outra de teor filosófico. Ao mesmo tempo transmitia uma mensagem por psicofonia.


Em 1949 foi transferido definitivamente para Campos, onde participou do Grupo Joana D’arc. Fundou o Grupo Espírita Aracy, onde se dedicou ao trabalho mediúnico por toda a sua vida. Aracy foi o guia espiritual de Peixotinho como também fora sua filha na última encarnação.


Era portador de asma e muito sofreu com a doença. Durante a sua vida, dedicou-se ao receituário homeopático e no tratamento da desobsessão. Recebeu muitas críticas e soube conviver com elas em amor e sempre a serviço da Doutrina Espírita.


Desencarnou no dia 16 de junho de 1966, na cidade de Campos, no estado do Rio de Janeiro, em sua própria casa, cercado pela família.

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