Pierre Paul Didier



Por: Tarcio Rodrigues

Os grandes vultos da história da humanidade são muitas vezes esquecidos e suas memórias vão se apagando com o tempo e a falta de divulgação de seus feitos e suas obras. Um desses clássicos nomes, no espiritismo, é o Sr. Pierre Paul Didier, mais conhecido apenas como Sr. Didier.


Pouco se sabe sobre sua vida, mas narra Allan Kardec, na Revista Espírita de 1866, que o Sr. Didier foi editor nas obras espíritas e membro da Sociedade Espírita de Paris desde a fundação em 1865. Era dono da Livraria Acadêmica Didier & Cia, situada na Quai des Grands-Augustins, 35, em Paris, onde hoje fica o Hotel Feydeau de Montholon.

A livraria do Sr. Didier foi conhecida pela publicação de obras acadêmicas amplamente conhecidas na França da época, era um espaço de encontro de grandes nomes e debate de ideias renovadoras. Victor Cousin (Paris, 1792 – Cannes 1867) era um dos frequentadores mais assíduos da Livraria Acadêmica, expoente filósofo e político, muitas de suas obras foram publicadas naquela editora, como Du Vrai, du Beau et du Bien - 2ª edição Paris: Didier, 1854, Cours de philosophie: Introduction à l'histoire de la philosophie. Paris: Pichon et Didier, 1828 e Des principes de la Révolution française et du gouvernement représentatif; suivi de Discours politiques. Paris: Didier, 1864.

Nos diz Kardec que quando o Sr. Didier começou a editar as obras espíritas ainda não era um adepto do Espiritismo, mas acabou se convertendo, livremente, quando tomou conhecimento da nova doutrina. Nos trabalhos da Sociedade Espírita, quase não usava da palavra, mas era um dos membros mais bem considerados da organização, sendo relevante sua assiduidade e seus trabalhos prestados como propagar e editor das obras espíritas. Homem reto, leal e extremamente confiável para a feitura de negócios. Selecionava a edição e publicação de livros com inteligência e prudência, selecionando obras pela especialidade e expressão mais do que pelo lucro que obteria. Por essa razão foi tomada como homem consciencioso e sua Livraria foi ainda mais prestigiada por escritores sérios.


Desencarnou num sábado, as 20 horas do dia 2 de dezembro de 1865, ano em que imprimia a 14ª edição de O Livro dos Espíritos, vítima de uma apoplexia fulminante, morreu abruptamente numa estação de ônibus próxima de sua casa. Como narra Camille Flammarion no discurso junto ao túmulo de Allan Kardec “Aceitando com deferência o convite simpático dos amigos do pensador laborioso cujo corpo terreno jaz agora aos nossos pés, vem-me à mente um dia sombrio do mês de dezembro de 1865, em que pronunciei palavras de supremo adeus junto à tumba do fundador da Livraria Acadêmica, do honrado Didier, que, como editor, foi colaborador convicto de Allan Kardec, na publicação das obras fundamentais de uma doutrina que lhe era cara. Também ele morreu subitamente, como se o céu houvesse querido poupar a esses dois Espíritos íntegros o embaraço fisiológico de sair desta vida por via diferente da comumente seguida.”

Diante desta morte que tomou a todos os seus amigos de surpresa há o grande ensinamento de que nossa vida material se mantém por um fio e devemos sempre nos preparar para o chamado do Senhor e estarmos preparados a prestar contas do serviço e da vida que ele nos confiou.

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