Os Animais e o Espiritismo


Por: Maristela Boldrin

PRIMEIRO TÓPICO

OS ANIMAIS E O ESPIRITISMO

A questão que envolve os animais e o espiritismo, ao contrário do que parece, não é novidade. Apenas demorou um pouco mais para ser foco de estudos e ampla divulgação. Este estudo se dedicará a apresentar alguns enfoques da doutrina espírita sobre o assunto.

Em “A Gênese” capítulo VII, item 32 os espíritos esclarecem que a criação dos animais por Deus certamente tem um objetivo muito maior do que o prazer de aniquilá-los que os seres humanos têm. A análise da Introdução do Livro dos Espíritos em conjunto com a questão número 597 nos traz a informação de que os animais têm sim inteligência e o que nos difere deles é o senso moral que, como humanos, somos dotados.

Evoluímos como pequenos átomos desde o reino mineral em busca da angelitude e, neste processo, passamos pela fase animal neste planeta e em outros. Enquanto aqui estagiamos nesta jornada, somos deuses para estes pequenos amigos que se encontram em um estágio evolutivo anterior ao nosso, solicitando-nos cuidados, amor e orientação para sua própria evolução.


A questão 598 do Livro dos Espíritos deixa claro que os animais preservam sua individualidade após o desencarne ou seja, não há dúvidas de que houve grande engano ao afirmar, durante tantos anos, que eles compõem a chamada “alma grupo” no mundo espiritual. Nem poderia ser diferente pois isso significaria a perda total da evolução conseguida durante seus anos de existência terrestre e todo o aprendizado obtido, contrariando, assim as leis divinas sobre a progressão dos espíritos e dos mundos.

Na questão número 600 esta dúvida é melhor solucionada quando encontramos a informação de que, uma vez desencarnados, os animais não são espíritos errantes pois não têm livre vontade e, como já dito, senso moral. Além de não necessitarem de expiações (questão número 602). Alguns permanecem no mundo espiritual, onde estagiam por mais tempo, auxiliando nas diversas atividades dos trabalhadores, tais como resgates e ensino. A grande maioria reencarna de maneira muito rápida justamente por não terem a consciência que lhes atormenta após o desencarne.


É também neste capítulo de O Livro dos Espíritos que nos é esclarecido que os animais se comunicam entre si de uma maneira que não conseguimos imaginar e que, em mundos superiores à Terra, não somente os homens são mais avançados mas, também os animais e que estes últimos lá dispõem de meios de comunicação mais desenvolvidos.

Estudando todo o Pentateuco espírita é possível concluir que os espíritos informaram Kardec sobre esta questão de maneira muito ampla. Quando se referem aos seres humanos especialmente, trazem suas respostas com termos como “homens” ou “humanos”. Porém, existe um imenso número de respostas com termos como “seres” e é a estes que devemos nos deter quando estudamos a visão espírita sobre os animais pois, para estes companheiros de jornada terrestre há disposições em todos os estudos.


Encontramos explicações sobre nossos irmãozinhos animais nos livros de Kardec, ampla psicografia de Chico Xavier pelos mentores Emmanuel e André Luiz bem como autores diversos tais como Marcel Benedeti, Euripedes Kuhl, Herculano Pires e outros.

Quem convive de perto com estes filhos queridos de Deus sabe que eles estão evoluindo de maneira muito rápida para nossos padrões de evolução humana, aprendendo com facilidade o que antes nem se cogitava ensinar-lhes, demonstrando afeto incondicional e contribuindo para uma vida mais sadia daqueles que os cercam, quando bem compreendidos e orientados.


A conclusão que chegamos, inclusive quando analisamos o consumo de carne, é que eles, os animais, estão bem cumprindo sua parte no que diz respeito ao aprimoramento de seu espírito. Nós, seres “racionais”, no entanto, deixamos muito a desejar pois tendo capacidade de raciocínio sobre questões morais, ainda desconhecemos o quanto estes amigos podem nos ensinar e, pior, permitimos que sejam explorados e subjugados por nossos caprichos.

Estudemos mais para melhor compreender nossos irmãozinhos!!!!

SEGUNDO TÓPICO

ANIMAIS E HOMENS DANINHOS


No livro “O Consolador” encontramos na questão 62 do tópico 1, a seguinte indagação de Chico Xavier para Emmanuel: o ‘não matarás’ alcança o caçador que mata por diversão e o carrasco que extermina por obrigação?


Em resposta, o nobre mentor espiritual assim esclarece: a medida em que envolverdes no sentimento evangélico, compreendereis que todos os matadores se encontram em oposição ao texto sagrado. No grau dos vossos conhecimentos atuais, entendeis que somente os assassinos que matam por perversidade estão contra a Lei divina. Quando avançardes mais no caminho, aperfeiçoando o aparelho social, não tolerareis o carrasco, e, quando estiverdes mais espiritualizados, enxergando nos animais os irmãos inferiores de vossa vida, a classe dos caçadores não terá razão de ser. Lendo os nossos conceitos, recordareis os animais daninhos e, no íntimo, haveis de ponderar sobre a necessidade do seu extermínio. É possível, porém, que não vos lembreis dos homens daninhos e ferozes. O caluniador não envenena mais que o toque de uma serpente? O armamentista, ou o político ambicioso, que montam com frieza a maquinaria da guerra incompreensível, não são mais impiedosos que o leão selvagem? Ponderemos essas verdades e reconheceremos que o homem espiritual do futuro, com a luz do Evangelho na inteligência e no coração, terá modificado o seu ambiente de lutas, auxiliando igualmente os esforços evolutivos de seus companheiros do plano inferior, na vida terrestre.


Ora, fácil é concluir que ao determinar “não matarás” o mandamento divino incluía não somente os seres humanos, mas, todos os seres viventes. A compreensão deste, no entanto, será ampliada conforme a evolução dos seres humanos e melhor compreensão daquilo que Jesus veio confirmar a respeito dos mandamentos iniciais e melhor esclarecer para os habitantes do planeta Terra.


Emmanuel faz ainda a comparação entre os animais daninhos e os homens daninhos. Disso resulta que o estudo acerca do evangelho e os animais não se aplica somente aos animais domesticados pelo ser humanos mas, a todas as criaturas existentes no planeta Terra. A comparação nos faz pensar que a convivência com animais peçonhentos e daninhos deve se dar de maneira cautelosa, assim como se dá com homens daninhos. Ou seja, não é por causa destes ensinamentos que não teremos cuidados maiores em situações que nos expõem a contato com animais que podem nos levar ao desencarne... isso seria uma espécie de suicídio involuntário. O que Emmanuel nos alerta é para o fato de que a evolução se dá mesmo nestes animais assim como nos homens peçonhentos, que fazem da sua existência um verdadeiro mal à sociedade porém, que ainda estão em processo primitivo de evolução.


A nossa obrigação, enquanto seres espirituais que vivem uma experiência material é contribuir para a evolução de todos os viventes neste Planeta, desde os átomos existentes nos minerais aos humanos racionais e, quanto aos animais, sem distinção entre o gado abatido no matadouro e que encaminhado para o frigorífico e o cãozinho que dorme a nosso lado.

Reflitamos!!!!

TERCEIRO TÓPICO

CIÊNCIA E EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DOS ANIMAIS


Localizada a questão da evolução espiritual dos animais, antecedendo nossa própria evolução, cria-se conceitos que assustam até mesmo os mais progressistas estudiosos do espiritismo. Sem contar que não fugimos à pergunta: mas e a Ciência??

A veterinária e professora universitária Irvênia L. S. Prada expõem em sua obra “A questão espiritual dos animais” algumas respostas bem como sua antiga preocupação com questões éticas sobre a utilização de nossos irmãozinhos menores nas faculdades de veterinária.


Peço vênia para transcrever alguns trechos de referida obra.

Antropólogos e biólogos da atualidade admitem que o gênero humano tenha evoluído a partir de um tronco de primatas representado por algumas espécies de Australopithecus que teriam vivido no sul da África há 3,5 milhões de anos. O esqueleto mais completo que se tinha de um Australopithecus, descoberto na década de 1970, era de uma fêmea, que os antropólogos apelidaram carinhosamente de “Lucy”. Uma das abordagens para explicar o motivo pelo qual o Australopithecus assumiu uma postura erta, é o fato de devido a mudanças no relevo de seu habitat, ter que percorrer longas distâncias caminhando, para a procura de alimento, o que favoreceu a assumir esta postura ereta.

Em 2010, decobriu-se na Etiópia, Africa, o mais bem preservadofóssil de um Australopirhecus afarensis, o do bebê Dikika, como ficou conhecido, uma menina de cerca de 3 anos que teria vivido há 3,3 milhões de anos. Junto com Lucy e um outro espécime, os antropólogos encontraram pistas de serem eles criaturas que reuniam características tanto de macacos – como mo rosto alongado e os ombros adaptados à escalada em árvores – quanto de seres humanos, como a acomodação da cabeça do fêmur no acetábulo e a disposição verticalizada dos raios ósseos do fêmur e da tíbia, indicativos de bipedalismo. As análises criteriosas do bebê Dikika, demonstraram que da cintura para cima era “macaco”, enquanto da cintura para baixo apresenta características mais “humanas”. Isso tem um significado extraordinário, pois evidencia o fato de que o indivíduo primeiro teve de construir as suas bases de sustenção, para depois desenvolver o seu cérebro. Após estas constatações, os estudos foram mostrando aos antropólogos e biólogos como se deu a evolução para carregar o filhote, andando em apenas duas patas, o fortalecimentos dos laço sociais e afetivos que tal fato resultou bem como a expansão do neurocrânio e aparelho fonador.


As explicações que a Doutrina Espírita traz é o fator diferenciador e que preenche todas as lacunas deixadas pelos cientistas. No livro Evolução em Dois Mundos, primeira parte, capítulo X, André Luiz assim se manifesta: “É assim que, atingindo os alicerces da Humanidade, o corpo espiritual do homem infraprimitivo demora-se longo tempo em regiões espaciais próprias, sob a assistência dos Instrutores do Espírito, recebendo intervenções sutis nos apetrechos da fonação para que a palavra articulada pudesse assinalar novo ciclo de progresso.”


Isso significa que a evolução do aparelho fonador do corpo material do Australopithecus deu-se de maneira a receber o espírito que também vinha evoluindo a fala em outros planetas.


Em A Gênese, capítulo XI, lemos: “15. Corpos de macacos teriam sido muito adequados a servir de vestimentas aos primeiros espíritos humanos, necessariamente pouco avançados, que vieram encarnar-se na Terra (...). 16. Como não há transições bruscas na natureza, é provável que que os primeiros homens que apareceram sobre a Terra pouco diferissem do macaco em sua forma exterior e, sem dúvida, também quanto à sua inteligência”.

É inquestionável que as conclusões a que chegaram os cientistas sobre a evolução humana são as mesmas que nos trazem a doutrina espírita sobre a evolução do espírito animal para o espírito humano.


Na obra “A caminho da luz” encontramos mais informações sobre este fato com os esclarecimentos de Emmanuel: os antropóides das cavernas espalharam-se, aos grupos, pela superfície do globo, ao longo dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando os pródromos das raças futuras. Extraordinárias experiências foram realizadas então pelos mensageiros do invisível, até fixarem no “primata” os característicos aproximados do homem futuro (capítulo II). E como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer. Considera-se, às vezes, como afronta ao gênero humano, a aceitação dessas verdades. Estendeu sobre eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida (capítulo XVII).

Seria pretensão esgotar o assunto somente em um tópico. Uma vez que tivemos a oportunidade de apresentá-lo sob s forma de “ESTUDO”, continuaremos a tratar deste nos próximos artigos.

Para evoluir é necessário estudo.

QUARTO TÓPICO

VAMPIRISMO NAS FESTAS DE PEÃO


Em várias regiões do Brasil as festas de peão tornaram-se um marco, sendo aguardadas com ansiedade por todos que gostam de frequentar este tipo de atração. Comerciantes, expositores, vendedores e compradores de gado, peões e trabalhadores diversos encontram na realização destas o aumento de suas rendas ou, em alguns casos, a garantia de renda para sustentar suas famílias.


Nos últimos anos vem crescendo o questionamento acerca dos limites éticos para referidas festas, uma vez que é inquestionável o sofrimento dos animais que ali são submetidos. Em 2016, foi discutida ação judicial proibindo as conhecidas “provas do laço” durante a festa de peão na cidade de Barretos, sendo que o desembargador que atuou em referido processo (Pericles Piza) apresentou entrevista ao site Consultor Jurídico, citando o parecer técnico sobre rodeios e avaliação das provas de laço, ambos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, que deixam claro “que é irrefutável o sofrimento físico e mental suportados pelos animais submetidos a essas provas, caracterizando maus-tratos, injúrias e ferimentos”. Disse ainda o eminente jurista: “O argumento de ‘manifestação cultural’ não pode ser o suficiente para permitir e justificar que determinadas práticas, em evidente submissão de animais a crueldades, sejam realizadas”.


O Espiritismo traz esclarecimentos que precisam ser difundidos uma vez que muitos espíritas participam destas festas sem, no entanto, ter pleno conhecimento do alcance e resultados prejudiciais ao equilíbrio espiritual e, inclusive, para a mediunidade. O verdadeiro espírita precisa ter em mente a necessidade de mudança em suas ações. Na questão n. 595 do Livro dos Espíritos, a resposta oferecida já deixa claro que os animais são seres que têm raciocínio, sofrem e evoluem. Na verdade, seus corpos são os organismos necessários para a evolução do espírito que ainda encontra-se neste estágio evolutivo, com características e crescimento específicos.


Nós, seres humanos, já estivemos nesta condição. Essa consciência já é suficiente para nos mostrar que os animais convivem conosco neste planeta por um objetivo importante nos planos evolucionistas e, não somente para serem submetidos pelo ser humano como acontece ainda nos dias de hoje.


Em artigo muito bem elaborado e publicado em http://animaiseoespiritismo.blogspot.com/2012/02/rodeios-e-vaquejadas-o-inicio-do-fim.html o autor – Rodrigo Vidal – traz vários apontamentos sobre a crueldade e insensatez destas festas, sendo que destaco o que segue para nossa reflexão: A crueldade, portanto, diminui o esplendor e a beleza da vida! A crueldade só encontra eco na alma distorcida, doentia e pervertida de pessoas afeitas à covardia e ao sadismo (psicopatologia de gozar com a dor alheia). Afirmar isso não configura um julgamento de valor, mas, sim, mera constatação objetiva. Nossos modelos éticos e espirituais, tais como Jesus Cristo, São Francisco de Assis ou Gandhi são totalmente incompatíveis com a covardia e a crueldade para com os animais; ao contrário, exemplificam e ensinam o amor à natureza e a tudo que vive! Portanto, que fique claro que o conceito de crueldade é indissociável da ideia de uma conduta humana desnecessária e contrária à ordem, à moral, à espiritualidade, aos bons costumes e ao bom funcionamento da vida social e natural.


Nas obras de Marcel Benedetti é possível encontrar explicações claras e objetivas sobre o envolvimento espiritual nas festas de peão e todas as demais que envolvem a utilização vil e cruel de nossos irmãos animais. E, ao estudar as questões que tratam do vampirismo, obsessões bem como suas implicâncias na vida daqueles que se unem direta ou indiretamente a espíritos voltados a se alimentar e fortalecer das energias que somente a crueldade produz, não há como ter outra conclusão de que é hora de nos posicionarmos expressamente contra a realização de tais espetáculos que mais se assemelham às cenas medonhas e dantescas retratadas em obras que reproduzem as zonas umbralinas “infernais”.


É certo que nas festas de peão, vaquejadas e outras mais, encontramos um ambiente em que tudo colabora com a intervenção obsessiva vampirizadora. Não nos referimos somente ao sofrimento animal, foco de nosso estudo mas, a todas as ações “periféricas” como bebida alcoólica, drogas diversas, sensualidade excessiva e descontrolada, consumismo e ostentação. E o espírita que frequenta estes locais não pode simplesmente negar sua responsabilidade.


As questões econômico-financeiras relacionadas a estes eventos são algumas das maiores argumentações para aqueles que pretendem fazer com que estas festas sejam cada vez maiores e com maior alcance populacional. É certo que existe um grande e forte investimento financeiro na realização das mesmas. No entanto, sabemos que não é possível justificar ações contrárias ao Evangelho defendendo-as como se fossem necessárias para sobrevivência humana. Isso foi feito ao longo da história, sobretudo para garantir a existência de escravos bem como a exploração de mão de obra humana barata e, ainda, nos dias atuais, até mesmo para justificar a prostituição infantil.


Da mesma forma como se dá o processo de vampirização através do álcool ou do sexo e tão bem explicados por Manoel Philomeno de Miranda através da psicografia de Divaldo, o vampirismo existente onde o sofrimento animal predomina alcança dimensões assustadoras. Ocorre que o chamado vampiro alimenta-se da energia vital de sua presa existente não somente no corpo material, mas nas reações de ansiedade, medo, tristeza, dor e humilhação. Quanto o mais o animal é subjugado, mais alimento encontra o vampiro para se fortalecer. Incentivando as condutas que justificam a existência das provas que os peões praticam sobre o corpo de um animal, a plateia exige cada vez mais ação, adrenalina e resultados o que, fatalmente, faz com que os animais sejam ainda mais excitados para demonstrações públicas de força. Ou seja: nas festas de peão, o ambiente espiritual é doente e completamente nocivo. Dificilmente alguém frequenta este local e sai ileso, ainda que como um mero “efeito colateral”.


No caso dos espíritas, a responsabilidade é aumentada pois sabemos que somos cobrados pelo quanto de informação que recebemos. Por isso iniciei este artigo refletindo sobre a participação do espírita nestes eventos visto que conhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que faz para sua mudança interior, conforme consta no Evangelho e esta mudança implica mudanças de hábitos, inclusive os locais que são frequentados.

QUINTO TÓPICO

CHICO XAVIER E A CACHORRINHA BONECA


Chico Xavier, como se sabe, era um grande amigo de nossos irmãozinhos animais. Afirmando que “os animais têm alma e valem pelos melhores amigos”, Chico já nos dava prova da relação espiritual destes seres ao nosso redor e do quanto ainda desconhecemos a real função que eles têm na nossa evolução a nós, seres humanos, a responsabilidade que precisamos ter para contribuir para a evolução deles.


A história de Chico com a cachorrinha “Boneca” vale a pena ser conhecida para nossa reflexão, especialmente para aqueles que tiveram um destes amigos desencarnados recentemente.


Boneca era uma linda cadela da raça Fox que pertencia ao casal amigo de Chico Weaker e Zilda Batista. Aos domingos, quando Chico ia almoçar na casa deles, situada defronte à sua própria, Boneca esperava com grande ansiedade pelo médium e fazia muita “festa” quando ele chegava, saltando para os seus braços, assim que ele transpunha o portão de chegada. Abanando sem parar a pequena cauda amputada, Boneca não cabia em si de contente.

Segurando-a com as duas mãos, deixando que ela apoiasse as patas em seu peito, Chico conversava com ela dizendo: “Boneca, eu estou cheio de pulgas... olhe Boneca, quantas pulgas em mim!... Tire, Boneca, tire as pulgas de mim...”

Durante 5 a 10 minutos, lá no corredor da casa, todos ficavam admirados com o carinho de Chico com Boneca, o qual depois lhe falava: “Agora. Nós vamos almoçar e você também... na semana que vem, eu pego mais pulgas para você catar!”

Parecendo entendê-lo, Boneca pulava de seus braços e corria para a varanda, onde lhe seria servida a refeição.


No entanto, a cachorrinha Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida. Mais tarde, um casal de amigos que a tudo assistiu ofertou a Chico uma filhotinha da mesma raça da saudosa Boneca. A filhotinha muito nova ainda, estava envolta em um cobertor, e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta. A cachorrinha recebia os afagos de cada um, ficando cada vez mais dentro da coberta. A conversa corria o mais variada possível, quando Chico entrou na sala, e alguém colocou em seus braços a pequena cachorrinha. Ela, sentindo-se no colo do Chico, começa então a subir e lamber-lhe.


“Ah, Boneca, eu estou com muitas pulgas”, diz ele. A filhotinha começa a caçar-lhe as supostas pulgas, e parte dos presentes, que conheceram Boneca, exclamaram: “Chico, a Boneca está aqui! É a Boneca, Chico? Emocionados, perguntamos como pôde acontecer?”

Chico: “quando nós amamos nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta, para que não sintamos tanto a sua falta. É a Boneca que está aqui sim. Ela está ensinando a esta filhotinha os hábitos que me eram agradáveis. Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliarmos o progresso dos animais, na mesma proporção em que os anjos estão para nos auxiliar. Por isso, quem chuta ou judia de um animal, é porque ainda não aprendeu a amar.”


Esta e várias outras histórias podem ser encontradas no livro “Chico Xavier, o amigo dos animais” de autoria de Carlos A. Baccelli.

Além de emocionante esta história nos mostra várias questões:


1. Sim, os animais têm alma individualizada e raciocínio;

2. Os animais reencarnam;

3. Os animais conseguem, quando ainda no mundo espiritual, auxiliar-nos e auxiliar os demais animais encarnados;

4. Os animais apresentam mediunidade.

A questão da mediunidade será tratada em outro artigo para não tornar este muito extenso e cansativo.


Ainda encontramos em nossas palestras, pessoas arredias com a exposição dos animais e que se recusam a compreender a questão espiritual destes pequenos irmãos em evolução. São arraigadas em conceitos mal explicados e interpretação das obras de Kardec, como se fossem somente direcionadas aos seres humanos, o que não é.

No entanto, é impossível tentar ser espírita, e aceitar somente aquilo que agrada ou não provoca mudanças interiores. O espiritismo é uma filosofia que nos faz pensar e a reforma íntima acaba sendo um dos pilares daqueles que caminham por esta estrada.

Assim, analisar, conhecer, estudar a alma dos animais é um dever do espírita, tanto quanto praticar a caridade e estudar temas como obsessão, suicídio, vícios e tantos outros.

Estudemos!!!

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